quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Projeto de Intervenção

Aleilza, Antônia, Edilaine, Elenilda, Geovana. 

A IMPORTANCIA DA LEITURA NA VIDA DOS JOVENS E ADULTOS

 JUSTIFICATIVA: As exigências educativas da sociedade contemporânea são crescentes e estão relacionadas a diferentes dimensões da vida das pessoas: ao trabalho, à participação social e política, à vida familiar e comunitária, às oportunidades de lazer e desenvolvimento cultural. Neste sentido, um dos instrumentos imprescindíveis para uma formação geral e que possibilite cidadãos críticos, autônomos e atuantes, nesta sociedade em constante mutação, seria a prática de leituras variadas que promova, de maneira direta ou indireta, uma reflexão sobre o contexto social em que estão inseridas, uma vez que o movimento dialético da leitura deve inserir o leitor na história deste milênio e o constituir como agente produtor de seu próprio futuro.

OBJETIVO GERAL: conceituar a importância e motivação para a leitura; bibliotecas como espaços de disseminação, de leitura; e, leitura para a formação de uma sociedade consciente.


OBJETIVOS ESPECIFICOS:
·         Produzir sentido na leitura;
·         Proporcionar práticas de leitura e escrita em contextos significativos que estabeleçam uma estreita familiarização com todo um suporte de materiais escritos disponíveis;
·         Facilitar e permitir que o aluno observe, explore, questione, analise, critique, com base nos vários meios da escrita e leitura existentes na realidade circundante;
·         Constituir acervo diversificado de literatura adaptada ao EJA e de material didático-pedagógico para alunos e professores, bem como produzir guias de leitura que auxiliem na seleção de obras literárias adequadas para o trabalho nas séries iniciais;
·          Expandir as formas de interpretação de textos escritos para diferentes campos de linguagem;
·          Proporcionar acesso de alunos da alfabetização EJA primeiro segmento; a novas tecnologias, como o computador, por exemplo, desmistificando seu uso e viabilizando-o como nova possibilidade de linguagem;

METODOLOGIA:
A leitura é uma atividade essencial a qualquer área do conhecimento. Está intimamente ligada ao sucesso do ser que aprende. Permite ao homem situar-se com os outros.
A leitura é um processo no qual o leitor realiza um trabalho ativo de construção do significado do texto, a partir dos seus objetivos, do seu conhecimento sobre o assunto. O aluno leitor praticamente não fica preso apenas a um tipo de leitura e sim a todas, o que faz com que se destaque positivamente, ampliando os seus horizontes e levando-os a se questionar, contestar e procurar as respostas dos seus porquês. Enfim, essa prática informa e transforma nossos alunos em cidadãos com capacidade de pensar, de fazer do nosso país uma grande nação, tornando – os capazes de tomar grandes decisões.
Além de proporcionar na formação de escritores, pois a possibilidade de produzir textos eficazes tem a sua origem na prática de leitura, espaço de construção de intertextualidade e fonte de referências modalizadoras. A leitura por um lado nos fornece a matéria – prima para a escrita: o que escrever.
Ler é muito mais que possuir um rico cabedal de estratégias e técnicas. Ler é, sobretudo uma atividade prazerosa e quando ensina-se a ler deve-se levar isso em conta.
Através da leitura, testamos os nossos próprios valores e experiências com as dos outros. No final de cada livro ficamos enriquecidos com novas experiências, novas idéias, novas pessoas. Eventualmente, ficaremos a conhecer melhor o mundo e um pouco melhor de nós próprios. Ler é estimulante. Tal como as pessoas, os livros podem ser intrigantes, melancólicos, assustadores, e por vezes, complicados. Os livros partilham sentimentos e pensamentos, feitios e interesses. Os livros colocam-nos em outros tempos, outros lugares, outras culturas e situações e dilemas que nós nunca poderíamos imaginar que encontrássemos. Ajudam-nos a sonhar, fazem-nos pensar. Nada desenvolve mais a capacidade verbal que a leitura de livros. Na escola aprende gramática e vocabulário. Contudo, essa aprendizagem nada é comparada com o que se pode absorver de forma natural e sem custo através da leitura regular de livros. Alguns livros são simplesmente melhores que outros. Alguns autores vêem com mais profundidade o interior de personagens estranhas, e descrevem o que eles vêem e sentem de uma forma mais real e efetiva. As suas obras podem exigir mais dos leitores: consciência das coisas implicadas em vez de meramente descritas, sensibilidade às nuances da linguagem, paciência com situações ambíguas e personagens complicadas, vontade de pensar mais profundamente sobre determinados assuntos. Mas esse esforço vale a pena, pois estes autores podem proporcionar-nos aventuras que ficam na nossa memória para toda a vida. Muitas vezes um livro tem que ser lido mais de uma vez e com abordagens diferentes. Estas abordagens podem incluir: uma primeira leitura superficial e relaxada para ficar com as principais idéias e narrativa; uma leitura mais lenta e detalhada, focando as nuance do texto, concentrando-nos no que nos parece ser as passagens chave; e ler o texto de forma aleatória, andando para trás e para frente através do texto para examinar características particulares tais como temas, narrativa, e caracterização dos personagens.
Todo o leitor tem a sua abordagem individual, mas o melhor método, sem dúvida, de extrair o máximo de um livro é lê-lo várias vezes.
RECURSOS DIDATICOS:
·         Trabalho com imagens;
·          Produção de textos;
·         Caminhada de leitura;
·         Atividades com rótulos;
·         Texto coletivo;
·         Notícias de jornal;
·         Jogo de rimas;
·          Música;
·          Livros;
·          Revistas;
·          Publicidades;
·         Fichas de leitura;
·         Lápis;
·         Borracha;
·         Caderno;
·         Folhas A4;
·         Laboratório de informática.
METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO:
O professor como sendo grande responsável pelo processo ensino aprendizagem dos alunos e pela adoção da leitura que estes fazem em sala de aula, deve atentar para a qualidade de leitura de cada aluno através de práticas criativas e dinâmicas, em que se torne interessante incentivar e implementar a pesquisa dos alunos de mais de uma leitura com temas diversificados,e observar a participação de todos. Tal ação fará com que estes se tornem construtores de seu próprio espaço - conhecimento. Por esta mesma linha de pensamento, a articulação dos conteúdos de leitura, de maneira a que ocorra uma interação com situações de seu cotidiano, estimulará os alunos a refletirem sobre a realidade circundante de modo a que percebam, com uma leitura critica, os significados subjacentes de cada texto ou situação.
BIBLIOGRAFIA:
Os objetivos de leitura de acordo com Isabel Solé. SOLÉ, Isabel. Para compreender... Antes da leitura. Capítulo V. IN: Estratégias de Leitura. Tradução Cláudia Schilling. 6 ed. Porto Alegre: Artmed, 1998.
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo:
Cortez, 1993
FREITAS, Lídia Silva de. A memória polêmica da nação da Sociedade da Informação e sua relação com a área de informação. Informação e Sociedade, João Pessoa, v. 12, n. 2, 2002.

INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA. A informação:
Tendências para o novo milênio. Brasília, 1999.

Seqüência didática

 Antônia de Souza e Rafaela Cristina

Disciplina: Educação de Jovens e Adultos
Professora: Clemilda Bergamin

Tema: O homem e o meio ambiente
Período: duas aulas
Objetivo geral:
Conhecer características principais do ecossistema e ciclo naturais.
Objetivo especifico:
  • Distinguir seres vivos e ambiente físico com base na existência ou não do ciclo vital.
  • Reconhecer a existência de animais e vegetais microscópios.
  • Observar exemplos de transformações ambientais que ocorrem naturalmente.
Metodologia:
Elaborar junto com os alunos um texto sobre o ciclo vital dos seres vivos e ambiente físico (nascer, crescer, reproduzir e morrer) reconhecendo como ser vivo e, portanto parte da natureza, classificando e dando exemplos de classificação dos seres vivos como animais, vegetais, e decompositores.
Produção de cartazes com exemplos de cadeias alimentares, identificando os produtores, consumidores e decompositores.
Levar os alunos a campo, e instigar os alunos a observar a poluição ou degradação dos ambientes como resultado da impossibilidade de reequilíbrio natural, dada a intensidade e a rapidez com que os seres humanos transformam o ambiente natural .
Recursos didáticos:
Folha A4, lápis, caneta, borracha, tesoura, figuras de animais, cartoline, régua, cola, maquina fotográfica.
Metodologia de Avaliação:
Registrar o empenho dos alunos, a aptidão e o envolvimento dos conteúdos estudados e as atividades propostas.
  
Seqüência didática
Tema: Espaços Rurais e Urbanos e Problemas Ambientais das Zona Rural e Urbana.
Período: 03 a 05 aulas
Objetivo geral: observar as diferenças e dependências do espaço rural e urbano.
Objetivo especifico:
  • Conhecer características do solo e reconhecer sinais de sua degradação.
  • Identificar fluxos econômicos entre cidade e campo.
  • Identificar causas da poluição do ar e suas conseqüências especialmente para a saúde das pessoas.

Metodologia: conduzir os alunos ao laboratório de informática, para que eles pesquisem na internet diferenças entre os espaços rural e urbano, e registrando em forma de relatório relacionando as atividades econômicas características do campo e da cidade.
Produzir junto com os alunos maquetes, com amostra da zona rural e urbana.
Elaborar um texto sobre problemas ambientais dos espaços rural e urbano, e discutir com os alunos conseqüência do desmatamento e extinção de vegetais e animais, frizando as principais formas de conservação do solo.
Ex: rodízio, adubação natural e artificial. Cobertura vegetal. 
Confeccionar cartazes e construir um mural identificando causas e conseqüências da poluição da água, registrar problemas relacionados a distinção dos esgotos e do lixo industrial e domésticos.

Recursos didáticos: folhas de cartoline, pincel, caneta, lápis, borracha, livros para recorte, tesoura, folhas A4, régua, laboratório de informática, papelão.

Metodologia da avaliação: a avaliação será registrada ao final das aulas, observando a competência o desenvolvimento, a interação e a cooperatividade dos alunos.    


Seqüência didática
Tema: Concervacionismo e o Planeta Terra.  
Período: de 02 a 03 aulas
Objetivo geral:
 Desenvolver atitudes positivas relacionadas a preservação dos recursos naturais e do meio ambiente rural e urbano.
Objetivos específicos:
·         Localizar a terra no sistema solar, recorrendo a modelos visuais.
·         Reconhecer os movimentos a terra.
·         Observar fenômenos naturais que a ciência explica.
Metodologia:
Explicar aos alunos como devemos elaborar e colocar em pratica iniciativas pessoais coletivas governamentais de defesa do meio ambiente.
Montar uma pequena maquete, para que os alunos possam reconhecer os movimentos da Terra (ROTAÇÃO, TRANSLAÇÃO) e da lua e suas conseqüências sobre o ambiente terrestre na ocorrência de dias, noites, estação do ano, eclipse, marés etc.
Apresentar o globo aos alunos a identificar o planisfério (mapa-múndi) como modelos de representação da Terra. Observar o interior, a crosta e a atmosfera terrestre, e os oceanos e continentes. Pedir aos alunos para localizar o Brasil e o continente americano no planisfério sul.
Recursos didáticos:
Globo, textos sobre conservação do meio ambiente, isopor, tinta de varias cores, pincel, papelão, arame fino, areia, livro para recorte, tesoura, cola.
Metodologia de avaliação:
Será realizada de forma tradicional através de questionários, que os alunos responderão individual e sem consulta.      

EJA

Apesar dos diversos avanços na legislação,dos Programas e Políticas lançados periodicamente e das avançadas discussões envolvendo amplos setores da sociedade, o Brasil continua a exibir índices nada agradáveis de analfabetismo entre a população maior que 15 anosde idade.
Isso ocorre porque as possibilidades de crianças e jovens estarem inseridos na escola em idade adequada muitas vezes são reduzidas. As causas desse abandono variam desde a própria necessidade de que a criança ou adolescente auxilie com algum tipo de trabalho, para aumentar a renda doméstica ou até mesmo a desestruturação da família e a falta de condições de incentivo a continuação dos estudos.
Esses alunos que deixaram precocemente a escola muitas vezes retornam, quando mais velhos, sentindo falta da escolaridade que não obtiveram no período ideal, ou chegam a determinados momentos de suas vidas nos quais já é possível frequentar a escola.Um exemplo disso são aquelas senhoras que conhecemos na visita a Escola Liberal Zandonadi, mesmo com a idade avançada, voltaram a estudar para realizar pequenos sonhos, ler revistas, contar dinheiro e outras simples coisas do nosso dia a dia.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

EXPLORANDO O GÊNERO TEXTUAL NA EJA.

Postado por Lourdes Lavarezi

Trabalho das Alunas: Lourdes, Vanucia, Melry, Rosiana e Joelma

Um dos maiores desafios dos professores que trabalham com Educação de Jovens e Adultos (EJA) é capacitar o aprendiz para lidar com práticas sociais que fazem uso da leitura e da escrita. Quando chegam à escola, alguns alunos atendidos por essa modalidade educacional são considerados analfabetos, mas não iletrados, pois, de uma maneira ou de outra, eles sempre têm algum contato com práticas de leitura e escrita ao longo da vida, mesmo que não saibam decodificar o código linguístico que constitui os gêneros textuais com os quais lidam no cotidiano.

No Brasil, embora ainda seja considerada marginalizada, a EJA tem um importante papel social: possibilitar o acesso ou o retorno aos estudos àqueles que não tiveram a oportunidade de frequentar a escola na idade própria. Nesses cursos, todas as disciplinas são importantes, no entanto, a Língua Portuguesa sem dúvida é um dos tópicos que merecem destaque, uma vez que, é por meio da linguagem, da leitura e da escrita, que se estabelece a ligação entre o aluno e o conteúdo ministrado em todas as áreas do conhecimento e, em especial, que se configuram as práticas de letramento.

Em virtude disso, os gêneros textuais constituem-se uma importante via de acesso ao letramento e como o referido material é extenso, limitamos nosso estudo em torno dos gêneros bilhete e panfletos, muito próximos do cotidiano dos alunos atendido, e do blog, também muito explorado com o advento do uso das novas tecnologias.

O presente trabalho tem por finalidade ofertar aos educadores da EJA – Educação de Jovens e Adultos - segmento I, sugestões de atividades que abordam o gênero do discurso interpessoal. Este gênero utiliza como suporte metodológico cadernos, diários, blogs, telegramas e outros, e não há necessariamente o interesse em comunicação externa.

Como objetivo, visa circular expressão pessoal e comunicação entre as pessoas, e suas características abordam o emissor/destinatário e são datadas e altamente presos aos acontecimentos.
JUSTIFICATIVA

Os gêneros textuais estão mais presentes em nossas práticas diárias do que imaginamos. Interagimos constantemente com os outros, ora por necessidade, ora por comunicação oral ou escrita. Por meio de bilhetes, panfletos e outros informativos, transmitimos certa mensagem ou até nos informamos sobre a mesma.

Dessa forma, torna-se considerável conhecer as variações dos discursos existentes em sociedade, buscando conhecer ou ampliar o conhecimento, e neste trabalho especificamente, gênero interpessoal.



OBJETIVO GERAL

Pensar a respeito das metodologias utilizadas para o ensino deste conteúdo na EJA.


OBJETIVO ESPECÍFICO

- Sugerir opções de atividades para o trabalho do gênero interpessoal de acordo com o nível de desenvolvimento.
- Ampliar o conhecimento a respeito do gênero textual abordado.

METODOLOGIA

Como suporte metodológico, o laboratório de informática, modelos de bilhetes e panfletos que forneçam a comunicação de forma breve e objetiva.

ATIVIDADE I E II

SEQUÊNCIA DIDÁTICA  

EJA – SEGMENTO I

Tempo de duração: 3 aulas

Conteúdo: Gênero textual interpessoal – bilhete e blog

Objetivos Específicos

·         Instigar o uso das novas tecnologias;
·         Confeccionar bilhetes;
·         Expressar com mais fluência, tanto oral quanto escrita;
·         Ampliar o letramento;
·         Ampliar a interação entre os alunos.

Recursos didáticos

·         Caderno, lápis, borracha;
·         Laboratório de informática;
·         Data show.


Desenvolvimento

1ª aula
- Apresentar à turma o que é um bilhete, explicando a sua finalidade, como é confeccionado, etc.
- Fazer um sorteio entre os alunos para, desta forma, organizar a sala em duplas.
- Orientar para que eles confeccionem um bilhete para o colega, o qual foi sorteado.
2ª aula

- Em uma roda de conversa, iniciar a aula com a troca dos bilhetes.
- Explorar, com os alunos, as mensagens de cada bilhete, analisando a informação contida em cada um.
- Interrogar sobre as possíveis dificuldades encontradas tanto na elaboração, quanto no entendimento das informações.
- Verificar a eficácia de seu uso como ferramenta de comunicação.


3ª aula

- Levar os alunos ao laboratório de informática, informando a eles, que nesta aula, eles utilizarão um meio eletrônico para confeccionar bilhetes, como os da aula anterior.
- Projetar, com o data show, os passos de como se usa um blog, na medida em que os alunos se posicionem, cada um em um computador, desenvolvendo a tarefa sob os comandos do professor.



AVALIAÇÃO

Avaliar o envolvimento e participação dos alunos durante todo o processo.











ATIVIDADE III


Panfleto Informativo

Modelo:

Prezado cliente:
A loja Moreira Móveis de Venda Nove do Imigrante está em liquidação. Durante o período que vai do dia 26/11/2011 à 24/11/2011 os eletrodomésticos estão com 20%, 30%, 40% e 50% de desconto.
Não percam esta oportunidade!

                  Venda Nova do Imigrante, 25 de novembro de 2011.

1)quem é o destinatário?

2)Quem é o remetente?

3)Qual a mensagem que o panfleto transmite?

Orientações ao professor:
A seguinte atividade é uma proposta didática que tem como intuito introduzir o gênero textual interpessoal na EJA.  Este gênero tem como características textos curtos, centrados no emissor e destinatários. São focados em acontecimentos. A professora trabalhará o panfleto oralmente, e depois as palavras do texto, com intuito de alfabetizar letrando.






sábado, 3 de dezembro de 2011

ANÁLISE DE LIVROS DA EJA

No dia 04 de novembro de 2011 as alunas do 8º período de Pedagogia tiveram a oportunidade de analisar alguns livros didáticos que estão sendo utilizados recentemente pela modalidade EJA. A sala foi dividida em grupos e cada um se posicionou em relação aos livros.


Através dos relatos vereficamos que o livro didático é uma ferramenta muito importante para o ensino-aprendizagem , só que ele não vai suprir todas as necessidades do aluno. o professor deve saber motivar o aluno a entender através de atitudes práticas.


Tais análises foram feitas tendo por base alguns referênciais teóricos, tendo em vista ampliar o nosso olhar desse recurso didático.


pastagem feita por: Genaina e Brenda

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

MEMÓRIAS DE UM ENCONTRO PROMISSOR COM A EJA

ESCOLA ESTADUAL DE ENSINO FUNDAMENTAL LIBERAL ZANDONADI

Venda Nova do Imigrante

Por Melry Silvério



A Faculdade de Venda Nova do Imigrante – FAVENI – tem como parte de sua matriz curricular, a disciplina de Metodologia para o Ensino da EJA, Educação de Jovens e Adultos.
Com intuito de aproximar as teorias estudadas à prática educativa, no dia 23 de setembro de 2011, foi realizado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Liberal Zandonade, um encontro com a EJA. O acontecimento contou com a presença das alunas do 8º Período do curso de Licenciatura Plena em Pedagogia, da professora responsável, dos alunos e da professora da EJA*.
Esse acontecimento foi um dos momentos mais marcantes de nossa formação, pois tivemos a oportunidade de confrontar teoria e prática, o que nos proporcionou uma melhor assimilação dos conhecimentos advindos da faculdade. Nesse dia, a disciplina que seria ministrada em sala de aula, se deslocou para um local diferente, o ambiente educativo dos principais envolvidos, jovens e adultos.
A professora do 8º Período de Pedagogia, Clemilda Bergamim, fez a abertura e, em alguns minutos, fez uma retrospectiva do conteúdo estudado com a finalidade de reavivar nossos conhecimentos.
Logo após a abertura do encontro, a docente fez questionamentos direcionados aos alunos da EJA*:
- Por que vocês acham que estudamos esta disciplina na faculdade?
- Por que decidiram voltar a estudar?
Ainda meio acanhado, um dos alunos respondeu que tinha voltado a estudar porque queria ser alguém na vida. Com o relato, algumas das concluintes presentes ficaram sem reação, e com sua “jogada de mestre” a professora Clemilda interrompeu o estudante dizendo que todos ali já eram alguém e que estavam naquele recinto para ampliar seus conhecimentos.
Nesse contexto, a troca de saberes foi muito pertinente e jogou por terra diversas ideias preconcebidas de que sabemos mais que os que estudaram menos, confirmando a fala de Paulo Freire ao afirmar: Não existe conhecimento pior, ou melhor, apenas diferente.
No decorrer do evento, percebemos que aqueles alunos estavam ali com sede de saber. E que, apesar das responsabilidades diárias, eles chegavam à escola com a esperança de se tornarem pessoas que, de alguma forma pudessem, exercer melhor sua cidadania.
Observamos também que a motivação e a esperança dos alunos foram fatores impulsionadores fundamentais para que a professora responsável pela turma da EJA* ensinasse de forma tão dedicada e humana, segundo relatos dos alunos.
Contudo, contrastar teoria e prática nos fez refletir sobre os desafios da modalidade de ensino, e também considerar a ideia de que, muitas vezes, não é o mais indicado aprendermos por meio de modelos imutáveis, porém ter como referência uma profissional como a professora daquela turma contribuiu, e muito, em nossa formação.
Além dos conhecimentos adquiridos, um dos momentos que sobressaíram naquele dia foi ouvir o relato de uma aluna, de quase 60 anos, do primeiro segmento da EJA* ao ser perguntada sobre o porquê de estar ali,e se estava gostando, aprendendo, ao que ela respondeu:
“Eu estava até indo bem, quase aprendendo a juntar as letras, só que hoje (23/09/11) faz um mês que enterrei meu filho, daí eu esqueci o que sabia”.
Emoções e comparações com o empenho de alguns dos alunos do ensino regular à parte, com palavras de incentivo, persistência e sucesso saí do local com uma bagagem de conhecimentos bem maior do que quando entrei no recinto, e o mais interessante foi ter aprendido com pessoas, cuja experiência escolar não possibilitava sequer assinar nome.
Em suma, tivemos por meio deste encontro com a EJA* boas expectativas, ampliação de saberes e quebra de paradigmas, que nos fizeram compreender alguns dos reais objetivos da escola.
Amparados pelas incumbências da modalidade, pelas observações e pelos conhecimentos adquiridos na disciplina, pudemos perceber que a escola não deveria apenas universalizar o acesso ao conhecimento e sim criar condições estruturais e pedagógicas que viabilizem a todos os educandos, especificamente os da EJA*, continuidade em sua formação, cujos objetivos direcionados à modalidade em questão sejam mais reais e verdadeiramente baseados na contextualização dos saberes da experiência dos alunos, na qualidade no processo de ensino aprendizagem, na criticidade e na conscientização política em todas as escolas, pois somente assim serão recompensados aqueles que não puderam estudar em tempo normal, fazendo surgir transformações necessárias ao seu meio.

*EJA= Educação de Jovens e Adultos